Uma coisa do freak do Caeiro que deve ser tomada como referência para os que gozam de ser Portugas.

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo ... por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer, porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura ...

sexta-feira, 2 de março de 2007

Vou ter que partilhar isto com todos Vós

Fazes-me sentir vergonha de ser como sou

De não sentir como tu sentes
Do muito que recebo, mãos quentes...

Não por não ser crente ou ateu
Mas pelo amor dum gesto teu

Sem a coragem de me romper
De fazer sangue, de nos querer

Sou também isso que odeias
Em ti, em mim, neles, a meias

Como sabes, não há perfeitos
Mas prefiro os teus defeitos

Não mereço ser teu amigo
Mas na verdade não consigo

Hipocrisia aparente No teu
espelho, não se mente?

Compromisso, palavra feia
Quando acordo desta teia?

Fazes-me sentir vergonha de ser como sou
Ainda bem, Fernando.


de, Luís Miguel Gomes Matos

Obrigado Magic, um abraço.

1 comentário:

  1. Pocahontas02 março, 2007

    Gostava de ter um amigo assim, que me dedicasse um poema. Na verdade sou capaz de ter e os poemas ficam todos na(s) sua(s) cabeça(s). De qualuqer forma, um AMIGO, por si só, é um poema!
    Parabéns, Miguel, por também tu mentires ao espelho.... Foi muito bonito.

    ResponderEliminar

OS COMENTÁRIOS SÃO DA RESPONSABILIDADE DE CADA UTILIZADOR.