Uma coisa do freak do Caeiro que deve ser tomada como referência para os que gozam de ser Portugas.

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo ... por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer, porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura ...

quarta-feira, 7 de março de 2007

Realidade, História ou Lenda?

É nesta farsa imensa que ainda hoje vivemos e comemoramos o que nunca aconteceu.

Em 1857, o dia 8 de Março calhou a um Domingo e era dia de descanso semanal para todos, mas mesmo todos. Não encontrei menção credível há época sobre o tão afamado heroísmo (comemorado hoje em dia), manifestado por 130 mulheres que morreram num incêndio porque nesse dia fizeram greve para exigir redução do horário de 16 para 10 horas/dia, dando origem a que se comemorasse para sempre, o dia 8 de Março como sendo o Dia Internacional da Mulher (DIM).

O verdadeiro DIM definiu-se após a 3.ª Internacional Comunista e na sequência de uma manifestação realizada em S. Petersburgo a 23 de Fevereiro de 1917, organizada por mulheres, Russas, que exigiam pão, alimentos e o regresso dos homens que estavam na guerra. No nosso calendário (o Gregoriano), esse dia bate com 8 de Março.

Após o culminar da II Grande Guerra, e só desde 1975 (não tem nada a ver com o nosso 25 de Abril), através das Nações Unidas, se reanimou a celebração dessa data.

Desde há muito desprovida da sua verdadeira intenção de comemoração e celebração, o DIM passou a estar ligado, não com as verdadeiras raízes históricas, mas sim, com coisas que foram sendo apregoadas (falsamente) em prol da Mulher. Aproveitou-se uma data histórica para se comemorar o que não existe nos dias de hoje. A conotação política que a coisa tinha em 1917 nada tem a ver com o que hoje se apregoa.

Podemos dizer agora que muita gentalha se abotoou e goza ainda hoje do ter conseguido usar a Realidade para fazer da História uma Lenda, muito mal contada. Mas um bem-haja à Mulher.

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