Uma coisa do freak do Caeiro que deve ser tomada como referência para os que gozam de ser Portugas.

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo ... por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer, porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura ...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Fui à falência! Desculpem-me mas também tenho direito!

Já é moda e tornou-se ramerraneiro ser-se nacionalizado. Eu também quero, olha que porra, também quero ser ajudado e poder prosseguir mas com muito mais qualidade de vida do que a que tinha até hoje, também quero ser ajudado.

Noutra vertente menos perceptível, a moda adquire um nome intriguista – reforma –, estas “nacionalizações individuais” fazem-se de diversas formas, como recompensas antecipadas e principescas, a nababos que deviam favores a amigos que ficam assim eternamente agradecidos, a outros que ficam inibidos de trabalhar mas que passam a desempenhar cargos especiais em instituições também ditas especiais, quer pelo objecto jurídico da função quer pelo drama causado pela incongruência de atribuições aos meninos que querem ganhar tudo num dia e fazer deste país um condado terceiro mundista e viver que nem uns alarves. Atente-se nos casos recentes, que levados a julgamento na pele de um cidadão, dito comum, era chilindró com ele, sem dúvida. Assarapantados?

Gritante é o caso da senhora que foi sócia de um político nosso, do nosso primeiro, ou agradecida, vá lá, mas que fraude após fraude e provas mais que dadas em como infringiu tudo o que havia para infringir, foi alforriada por 170 euros. Haja indolência para estas presuncices! Um contribuinte como eu se não cumpre à risca, e como já não há PIDE, é nome na lista negra do fisco e aparece no inventário como caloteiro e mau pagador!

Uns albardam como querem, fogem, voltam desobrigados, outros pura e simplesmente põem-se daqui para fora, os próprios governantes e ex-governantes que fintam o povo e ainda respiram saúde, vão todos, obviamente, ser nacionalizados.

Meus senhores, se eu entrar na falência ou imposturar, por favor, peço, perdoem-me e nacionalizem-me!

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