Uma coisa do freak do Caeiro que deve ser tomada como referência para os que gozam de ser Portugas.

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo ... por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer, porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura ...

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Sobre o mediatismo hipócrita criado pelos "media" e que está envolto no desaparecimento de pessoas, animais, crianças e coisas

Questionam-se agora porque carga de água separo as crianças das pessoas? Os animais das coisas? Tudo no seu devido espaço?

Simples e elementar, são grupos distintos e ainda não classificados morfologicamente nem tão pouco a nível científico para que se possa discutir ou alvitrar certezas inconsequentes.

As crianças, por exemplo, são seres diferentes por inúmeras razões por nós conhecidas; são mesmo diferentes de nós pessoas, são superiores a nós, em tudo, até na maneira de irritar nos conseguem superar, infalíveis, implacáveis, cruéis mesmo até com os seus semelhantes. O trato para com elas é diferente comparadamente com o resto das classes aqui analisadas. São o ser supremo que nos condena através de terceiros por actos e barbáries cometidas em prol da não auto-flagelação. Não se lhes pode tocar, gritar, nem tão pouco castigar que nós pessoas somos logo apontados como maus pais e mães e pessoas e acima de tudo não-merecedores de tão belo desígnio da natureza.

Estando o tema crianças e pessoas já explicado, rápido, sucinto, mesmo que porém nunca por explanado esteja o assunto, resta-nos os animais e as coisas.

Quanto aos animais, todos sabemos que não lhes podemos fazer nem mal nenhum nem bem nenhum, a não ser deixá-los estar como estão, sossegados para não serem incomodados no seu meio ambiente, salvo a excepção da cegonha, que por motivos da fraca natalidade de gentes aqui no burgo Luso, temos que olhar de maneira diferente para ela e fazer com que a bela ave nos traga mais crianças (só nascem anualmente em Portugal perto de 100 mil coloridas criancinhas, agora de todas as raças, contra as 160 mil portuguesas que deveriam ser normalmente num país desenvolvido geradas, tudo para que a população portuguesa não atinja o ano de 2054 como uma pedra no charco, só com um quinto da população lusa a ser considerada jovem e as consequênicas que daí advêm para a sociedade em termos de reformas e cenas maradas de velhice e tal) e, lhes façamos mais ninhos e não-sei-quê, para tal cagando completamente se o poste que leva luz às cidades e vilas e aldeias, funciona, ou não, ou vale a pena estar ali, mas adiante. Que se lixe a evolução do País.

Resta-nos, portanto, e não menos importante, as Coisas; as coisas que desapareceram desde há muito e alguns de nós não nos importamos rigorosamente nada, ou, se alguém se importa por tal assunto, é apontado como "tendo um comportamento estranho". As coisas a que me refiro são coisas simples, nacionalismo, patriotismo, gosto de ser Português, bandeira, tudo, e não se preocupem em conotar-me com chavismos utilizados no tempo da ainda "existência" da Lisnave, nada disso, sendo que pouco me importo, mas, desde há muito que se ouvem coisas que me assustam, independentemente de serem algumas verdadeiras, mas assustam-me, despretensiosismos incautos, se é que se pode utilizar estes termos (já temos obrigatoriamente que cumprir um acordo com uma língua parecida com o Português e adoptámos o que nos impingiram, estúpidos).

Bem, diz-se à boca cheia (e muitos devê-la-iam tê-la fechada), que o outro é melhor que nós, que eles (e não sei a quem se referem) são melhores que nós, que o que fazem fazem melhor e merdas afins. Ninguém no mundo diz mal do seu País de origem, ninguém no mundo diz que prefere ir para outro país e não vai (até os africanos que pouco ou nada têm* segundo se diz, fogem em barcos para almejar novas vidas), ninguém diz que prefere nascer com outra naturalidade, só os Lusos recentes ... porquê?

Porque ainda somos "pecaninos", ainda temos medo de raciocinar e de pensar e explanar livremente o que julgamos ser para nós o correcto, não chegámos a levar a porrada necessária para acordarmos e nos levantarmos de maneira diferente, melhores, maiores, grandes, todos o sabemos. Mas coisas houve que aconteceram só para poucos e em situações onde nem todos são iguais, e invejamo-los, sem necessidade. houve também os que porrada levaram e culpa nenhuma tiveram.

Temos o que temos e se mais desejarmos, a tal não somos obrigados possuir, nada fazemos nem fizemos, dizem eles. Somos poucos comparados com os demais, somos menos comparados com os demais, mas somos acima de tudo Portugueses, e não está correcto quando fazemos o nosso melhor e somos reconhecidos por tal (a Europa e o Mundo dizem que temos dos melhores exemplares cérebros a funcionar), que os nossos mais directos responsáveis, eleitos por nós, nos digam que o exemplo a seguir vem de fora das nossas fronteiras infelizmente abolidas. Que há tugas comprados, isso há, mas que tanbém os há que fazem as Coisas como devem ser feitas, acreditem que ainda Os há.

Resta-nos portanto as Coisas, coisas feitas por quem ainda as faz bem. E deixem-nos fazê-las, larguem-nos, não chamem os bretões nem tão pouco os vikings ou victorianos, deixem-nos estar e assuma-mos de uma vez por todas o que somos e o que queremos ser, sem verginha e nada de hipocrisias tumescentes para fazer subir o tom do mediatismo medíocre que se sente quanto ao que está envolto no que se faz ou deixa de se fazer em Portugal. NÓS somos bons. Acreditemos. São estas as Coisas que nos fazem diferentes, só temos é que acreditar em Ser. E assumir. Há Coisas grandes que a muitos inveja.

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